Pretendo ser franco aqui e por isso confesso: até pouco tempo atrás, nunca tinha atentado para o fato de que, apesar de não ser exclusivo, o ideal seria que não usássemos o banheiro adaptado.
Perguntam os mais impacientes: “Ah! Mas qual o problema? A pessoa deve entrar na fila como qualquer outra. Eu espero, ela também pode esperar”, (eu pensava assim, ok?). Pois é, porém, se pararmos pra analisar a situação, a pessoa com deficiência não tem alternativa, a não ser usar o banheiro preferencial. Se outra cabine vagar, ela não pode usá-la, percebe? Sendo assim, se ela entrar na fila, ela espera mais do que você. É uma simples questão de matemática.
É por essas e outras, que atualmente, eu prefiro esperar e deixar o banheiro adaptado vago. Mesmo que a quilômetros de distância eu não veja uma pessoa com deficiência, não vou usar. Vai que ela aparece do nada, super apertada e me vê saindo com a maior cara lavada da cabine? Micão!

Janeiro 15, 2009 at 1:28 pm
Com certeza a prioridade deve ser mantida e respeitada. Uma das barreiras que existe à pessoas com deficiências é a atitudinal, onde o comportamento faz a grande diferença para que estas barreiras sejam eliminadas, dando condições plenas ao uso do equipamento urbano. Temos que rever nossos valores e mudar a maneira cultural como tratamos as pessoas, não só com deficiência, como também com mobilidade reduzida, incluindo o idoso.